Resumo do vídeo Lev Vygotsky
Texto e apresentação: Marta Kohl de Oliveira
Nascido em 17 de novembro de 1896 e falecido em 11 de junho de 1934, Lev Semionovish Vygotsky, formado em direito, era também professor e pesquisador. Contemporâneo de Piaget, este bielo-russo com mais de duzentos trabalhos científicos, elaborou sua teoria sócio-interatista e construtista com temas que vão desde a neuropsicologia até a crítica literária, valorizando a orientação pedagógica através da interação do sujeito com o meio.
As concepções de Vygotsky sobre o funcionamento do cérebro humano, têm nele sua base biológica. Estas concepções idealizam funções como linguagem e memória, que são construídas ao longo da história social do homem e sua relação com o mundo.
Autor interacionista, Vygotsky, definiu o funcionamento psicológico em Planos genéticos de desenvolvimento, onde nem o ser nasce, em sua totalidade, com suas funções psicológicas, nem estas vêm prontas ao ente como um “pacote”. Surgem assim as quatro entradas que caracterizam o desenvolvimento psicológico: a filogênese, que é a história da espécie animal, a ontogênese, bastante ligada à primeira (pois ambas têm natureza biológica), mas que se refere a história do indivíduo, a sociogênese, que é a história cultural onde esse indivíduo está inserido, e por fim, a microgênese, que trata dos aspectos microscópicos (não micro como pequeno, mas como foco bem definido), onde cada fato constitui sua própria história.
Uma idéia central nas concepções de Vygotsky é a idéia de mediação: enquanto sujeito do conhecimento o homem não tem acesso direto aos objetos, mas acesso mediado. O conhecimento não está sendo visto como uma ação do sujeito sobre a realidade, mas pela mediação feita por outro sujeito. Para este pesquisador a linguagem simbólica tem um papel similar aos instrumentos. Tanto os instrumentos de trabalho como os signos são construções da mente humana que estabelecem relação entre o homem e a realidade.
O autor enfatiza a língua como principal meio de representação simbólica que o ser humano dispõe, tendo esta duas funções básicas: a comunicação e o pensamento generalizante.
Segundo o pesquisador existem dois níveis de desenvolvimento: um real, que diz o que a criança é capaz de fazer, e um potencial, que é a capacidade de aprender com outra pessoa. Decorre então o desenvolvimento proximal que é a distancia entre os dois níveis de desenvolvimento.
Vygotsky teve contato com a obra de Piaget, obra esta criticada e elogiada simultaneamente. Ambos atribuem grande importância ao organismo ativo, mas Vygotsky destaca o papel do contexto histórico-cultural nos processos de desenvolvimento e aprendizagem. Daí o rótulo de Vygotsky como sócio-interacionista e não apenas interacionista como Piaget. Mas ambos são construtivistas em suas concepções do desenvolvimento intelectual.
Texto e apresentação: Marta Kohl de Oliveira
Nascido em 17 de novembro de 1896 e falecido em 11 de junho de 1934, Lev Semionovish Vygotsky, formado em direito, era também professor e pesquisador. Contemporâneo de Piaget, este bielo-russo com mais de duzentos trabalhos científicos, elaborou sua teoria sócio-interatista e construtista com temas que vão desde a neuropsicologia até a crítica literária, valorizando a orientação pedagógica através da interação do sujeito com o meio.
As concepções de Vygotsky sobre o funcionamento do cérebro humano, têm nele sua base biológica. Estas concepções idealizam funções como linguagem e memória, que são construídas ao longo da história social do homem e sua relação com o mundo.
Autor interacionista, Vygotsky, definiu o funcionamento psicológico em Planos genéticos de desenvolvimento, onde nem o ser nasce, em sua totalidade, com suas funções psicológicas, nem estas vêm prontas ao ente como um “pacote”. Surgem assim as quatro entradas que caracterizam o desenvolvimento psicológico: a filogênese, que é a história da espécie animal, a ontogênese, bastante ligada à primeira (pois ambas têm natureza biológica), mas que se refere a história do indivíduo, a sociogênese, que é a história cultural onde esse indivíduo está inserido, e por fim, a microgênese, que trata dos aspectos microscópicos (não micro como pequeno, mas como foco bem definido), onde cada fato constitui sua própria história.
Uma idéia central nas concepções de Vygotsky é a idéia de mediação: enquanto sujeito do conhecimento o homem não tem acesso direto aos objetos, mas acesso mediado. O conhecimento não está sendo visto como uma ação do sujeito sobre a realidade, mas pela mediação feita por outro sujeito. Para este pesquisador a linguagem simbólica tem um papel similar aos instrumentos. Tanto os instrumentos de trabalho como os signos são construções da mente humana que estabelecem relação entre o homem e a realidade.
O autor enfatiza a língua como principal meio de representação simbólica que o ser humano dispõe, tendo esta duas funções básicas: a comunicação e o pensamento generalizante.
Segundo o pesquisador existem dois níveis de desenvolvimento: um real, que diz o que a criança é capaz de fazer, e um potencial, que é a capacidade de aprender com outra pessoa. Decorre então o desenvolvimento proximal que é a distancia entre os dois níveis de desenvolvimento.
Vygotsky teve contato com a obra de Piaget, obra esta criticada e elogiada simultaneamente. Ambos atribuem grande importância ao organismo ativo, mas Vygotsky destaca o papel do contexto histórico-cultural nos processos de desenvolvimento e aprendizagem. Daí o rótulo de Vygotsky como sócio-interacionista e não apenas interacionista como Piaget. Mas ambos são construtivistas em suas concepções do desenvolvimento intelectual.
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a bondade que dedicariam a qualquer irmão.Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem a noite e extrai da terra aquilo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa pra trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda.Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a Terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas a primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.E o que resta da vida se um homem não pode ouvir um choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, a noite? eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro.
Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda vida que mantém.O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebi seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem é não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar.
Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.Vocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés, é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças, o que ensinamos as nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer a Terra, acontecerá aos seus filhos da Terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra.Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a Terra recairá sobre os filhos da Terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.Onde está o arvoredo? Desapareceu.Onde está a águia? Desapareceu.É o final da vida e o início da sobrevivência.
















Automaticamente contribuímos para o lixo do mundo. Às vezes penso que isso ocorre diante da imensidão do planeta Terra, pois na maioria das vezes o lixo é jogado em lugares afastados de nós, assim predomina “ os que os olhos não vê o coração não sente”. Isso de fato, longe de nós os lixões vão crescendo cada vez mais. Mas, nem tão longe o lixo tem se alojado, muitos rios nos centros urbanos estão poluídos, o que era para ser algo belo para agradar o ambiente, torna-se algo feio. Com isso os rios em centros urbanos tornam-se vilões quando na verdade são vítimas, afogadas pelas mãos humanas. O que fazer? Gastar, consumir e poluir ainda mais! Irônico, porém, real.
